terça-feira, 7 de maio de 2013

vamos orar!!!


Coreia do Norte condena missionário a 15 anos de trabalhos forçados

Ele estava tirando fotos de crianças desabrigadas que passavam fome já que ele atua em um ministério de ajuda social
por Leiliane Roberta Lopes

  • Coreia do Norte condena missionário a 15 anos de trabalhos forçadosCoreia do Norte condena missionário a 15 anos detrabalhos forçados
    A Coreia do Norte condenou o missionário americano Kenneth Bae a 15 anos de reclusão e trabalhos forçados por crimes contra o Estado, já que ele atuava evangelizando a população.
    A sentença foi dada na última quinta-feira (2) pela Suprema Corte, segundo noticiou a agência norte-coreana KCNA. Já algumas agências internacionais fizeram contato com ativistas de direitos humanos na Coreia do Sul que informaram que o cristão foi preso por estar fotografando crianças desabrigadas passando fome, Bae seria ligado a um ministério de assistência social de Ohio, nos Estados Unidos.
    A prisão aconteceu na cidade de Rajin em 3 de novembro de 2012 quando estava acompanhando um grupo com mais de quatro turistas. Amigos relataram que Bae mora na cidade de Dalian, na Coreia do Sul, e viaja com frequência à Coreia no Norte para levar alimentos aos órfãos.
    Pela lei norte-coreana, a punição para atos hostis contra o Estado é de cinco a dez anos de trabalhos forçados, além disso, ele também pode receber pena de morte.
    Ao tomar conhecimento do caso, o Departamento de Estado de Washington pediu a anistia imediata de Kenneth, pois ele nasceu na Coreia do Sul, mas tem a cidadania americana.
    A condenação aconteceu em um momento delicado entre os três países, já que Pyonguang tem ameaçado atacar as bases militares dos Estados Unidos no Pacífico e no Sul.

    terça-feira, 23 de abril de 2013

    Líderes cristãos pedem oração pela Coreia do Norte


    O cristianismo, assim como qualquer outra religião, é proibido na Coreia do Norte. Em uma carta contrabandeada para fora do país, cristãos secretos descrevem a atmosfera de guerra na qual o país está mergulhado. A oração e intercessão faz-se mais importante do que nunca
    Soldado norte-coreano.jpg
    "Estamos nos preparando para a batalha decisiva com uma arma na mão e um martelo na outra", resume um líder cristão, sobre  a mensagem que o povo norte-coreano recebeu recentemente do "alto comando" do governo. "O exército militar, a marinha, a força aérea, as tropas estratégicas de foguetes, os guardas vermelhos e os jovens soldados já estão em posição de combate. Reuniões urgentes estão sendo realizadas por todos os lugares, independentemente se é dia ou noite. Nesses encontros, os funcionários decidem sobre o que deve acontecer no caso de guerra, incluindo o papel das mulheres, que precisam estar prontas para entrar em combate”, disse ele.

    Segundo fontes da Portas Abertas, na estrada, muitos carros já estão cobertos por redes de camuflagem e soldados portando armas de fogo, que usam chapéus com galhos secos (um tipo de camuflagem também). O líder do país, Kim Jong-Un, divulgou um comunicado para o povo dizendo que "se a guerra explodir por conta das ações dos EUA e o comportamento imperdoável da Coreia do Sul, eles acabarão sofrendo uma queda vergonhosa e a Coreia da Norte viverá o nascer de um novo dia de reunificação”. E disse ainda: “Chegou o momento de mostrar o poder do 'Primeiro Exército’ e a grande nação norte-coreana para o mundo inteiro."

    No entanto, cristãos e civis temem uma guerra entre as nações e as suas consequências. "Na dúvida, muitas pessoas têm comprado suprimentos de emergência (alimentos e artigos de necessidades básicas). Por conta disso, os preços desses produtos estão subindo rapidamente”, explicou o contato da Portas Abertas.

    Cristãos locais são gratos pela ajuda de estrangeiros ao redor do mundo e pedem por contínuas orações. "Eu gostaria de agradecer a esses irmãos e irmãs que, mesmo estando longe, nos apoiam através do seu amor, suas orações e doações. Sabemos que a nossa caminhada até o céu não será fácil, mas temos a certeza de que a nossa fé e esperança, um dia, darão muitos frutos. Não importa o quão difícil é a vida para nós, nunca devemos culpar ou reclamar por causa das circunstâncias que enfrentamos. Deus nos prometeu na Bíblia que, se buscarmos o Seu Reino em primeiro lugar, todas as outras coisas também nos serão dadas. Por favor, ore por nós!", concluiu outro cristão norte-coreano.

    Ex-agente norte-coreana convive com trauma de ter explodido avião



    Atualizado em  22 de abril, 2013 - 18:03 (Brasília) 21:03 GMT
    Kim Hyun-hui / BBC
    Ex-agente da Coreia do Norte, Kim Hyun-hui vive em Seul, cercada de seguranças
    A norte-coreana Kim Hyun-hui certamente não aparenta ser uma assassina em massa. Mãe de dois filhos, essa mulher de 51 anos é dona de uma voz suave e de um sorriso gentil.
    Atualmente, ela vive reclusa em algum lugar na Coreia do Sul – e não pode dizer onde. No dia em que nos encontramos, Kim Hyun-hui estava, como sempre, acompanhada de um grupo de homens fortemente armados e com ternos desalinhados.
    Ela convive com o temor de que o governo da Coreia do Norte queira matá-la.
    Há boas razões para isso. Kim Hyun-hui é uma ex-agente do serviço secreto norte-coreano. Há 25 anos, seguindo ordens de Pyongyang, ela explodiu um avião de uma companhia sul-coreana, matando todos os 115 passageiros a bordo.
    Sentada em um hotel na capital da Coreia do Sul, Seul, ela descreve como, aos 19 anos, ela foi recrutada no campus de uma universidade de elite da Coreia do Norte onde estudava japonês.
    Kim Hyun-hui treinou por seis anos. Nos primeiros três, ela teve aulas de uma jovem japonesa, Yaeko Tagushi, que havia sido sequestrada de sua casa no norte do Japão.
    Nesse período, ela conta que Tagushi lhe ensinou a falar e agir como uma verdadeira japonesa.
    Então, veio a missão que selaria para sempre seu destino.
    O ano era 1987, e a Coreia do Sul agilizava os prepativos para sediar os Jogos Olímpicos em Seul. O líder da Coreia do Norte, Kim Il-sung, e seu filho, Kim Jong-il, entretanto, estavam determinados a impedi-los.
    "Recebi ordens de um funcionário do alto escalão da Coreia do Norte, (dizendo) que explodiríamos um avião sul-coreano antes da Olimpíada", relata Kim Hyun-hui.
    "Ele disse que isso mergulharia a Coreia do Sul no caos e na confusão. A missão representaria um duro golpe para (favorecer) a revolução."

    Ordens diretas

    Kim Hyun-hui / AP
    Em 1987, Kim Hyun-hui explodiu um avião com destino à Coreia do Sul
    Kim e um colega do serviço secreto embarcaram em um voo da companhia Korean Airlines em Bagdá, no Iraque, com destino à Coreia do Sul.
    Já dentro da aeronave, ela colocou uma bomba escondida dentro de uma mala no compartimento superior.
    Durante uma escala em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, os dois agentes da Coreia do Norte desembarcaram e fugiram.
    Horas depois, quando o avião sobrevoava o Oceano Índico, a bomba foi detonada. Todas as 115 pessoas a bordo morreram.
    Mas o plano inicial deu errado. Os dois agentes foram rastreados e localizados no Barein.
    Na fuga, o parceiro de Kim Hyun-hui cometeu suicídio com um cigarro de cianureto. Kim Hyun-hui foi capturada, levada para Seul e apresentada diante da imprensa internacional.
    "Quando eu desci as escadas do avião em que fui levada, não conseguia ver nada", diz ela. "Eu só olhava para o chão. Eles taparam a minha boca. Achei que estava entrando na toca do leão. Tinha certeza de que seria morta."
    Em vez disso, ela foi encaminhada a um bunker subterrâneo onde o interrogatório começou.
    Inicialmente, Kim Hyun-hui tentou manter a mentira de que era japonesa. Mas finalmente contou a verdade.
    "Confessei com relutância. Pensei no perigo que minha família na Coreia do Norte corria; afinal, tratava-se de uma grande decisão. Mas eu comecei a perceber que seria a coisa certa a fazer pelas vítimas, para que elas pudessem entender a verdade."
    Em sua confissão, Kim deixou claro que as ordens para explodir o avião haviam partido de Kim Il-sung e de seu filho e herdeiro, Kim Jong-il.

    Figura divina

    Coreia do Norte / AP
    Kim Hyun-hui lamenta ter nascido na Coreia do Norte
    "Na Coreia do Norte, tudo girava em torno do ‘reinado’ de Kim Il-sung e de seu filho Kim Jong-il", diz.
    "Sem sua aprovação, nada acontecia. Nós fomos informados de que nossas ordens haviam sido 'confirmadas'. Eles somente usam essa palavra quando as ordens vêm de cima."
    "Kim Il-sung era uma figura divina. Tudo o que era ordenado por ele podia ser justificado. Qualquer ordem teria que ser posta em prática com extrema lealdade. Em outras palavras: você teria que estar pronto a sacrificar sua vida por ele – e pela Coreia do Norte."
    Por suas declarações, não há dúvidas sobre como Kim Hyun-hui passou de uma fiel seguidora do regime para uma traidora odiada e com uma forte sensação de vitimização pessoal.
    "Não há outro país senão a Coreia do Norte", ela diz. "Pessoas de fora não conseguem entender. O país inteiro quer mostrar lealdade à família real. É como se fosse uma religião."
    "As pessoas são doutrinadas. Não há direitos humanos nem quaisquer liberdades."
    "Quando eu olho para trás, fico triste. Por que eu tive de nascer na Coreia do Norte? Olhe o que o país fez comigo."

    Fim da dinastia?

    Kim Hyun-hui também acredita, talvez esperançosamente, que os dias da dinastia iniciada por Kim Il-sung estejam contados.
    Com a morte do fundador, Kim Il-sung, e do filho, Kim Jong-il, a Coreia do Norte é hoje controlada por Kim Jong-un, de 30 anos.
    "Quando eu olho para trás, fico triste. Por que eu tive de nascer na Coreia do Norte? Olhe o que o país fez comigo."
    Kim Hyun-hui
    "A Coreia do Norte está em uma situação desesperadora", diz ela. "O descontentamento com Kim Jong-un é grande; ele tem de acabar com isso."
    "A única coisa que ele tem são armas nucleares. Foi por isso que ele criou essa sensação de guerra, para tentar angariar apoio popular."
    Em 1989, um tribunal sul-coreano condenou Kim Hyun-hui à morte, mas o então presidente Roh Tae-woo lhe concedeu perdão.
    Ela então se casou com um funcionário da inteligência sul-coreana com quem teve dois filhos.
    Alguns podem dizer que Kim Hyun-hui não pagou o que devia, considerando o que fez. Mas, em sua defesa, ela diz que ainda carrega um grande peso na consciência.
    A ex-agente secreta norte-coreana afirma que encontrou consolo no cristianismo, além de ter recebido o perdão das famílias das vítimas.
    "Quando encontro familiares das vítimas", diz ela, "nos abraçamos e choramos juntos".
    Durante o nosso encontro de uma hora, houve apenas um momento em que as emoções vieram à tona.
    Foi quando a questionei sobre a sua família na Coreia do Norte. Com lágrimas nos olhos, ela balançou sua cabeça.
    "Não sei o que aconteceu com eles", afirma. "Soube que eles foram retirados de Pyongyang e levados a um campo de trabalhos forçados."

    quarta-feira, 10 de abril de 2013

    DESNUTRIÇÃO, FOME E MORTE


    De acordo 

    Governo norte-coreano investe em armas enquanto população sofre com a miséria


    De acordo com a estimativa da ONU, cerca de 30% das crianças norte-coreanas sofrem de desnutrição crônica

     A Coreia do Norte está ameaçando a paz mundial ao afirmar recentemente que pretende utilizar armas nucleares e seu enorme Exército — o 5º do mundo — contra seus inimigos (EUA, Coreia do Sul e Japão). Nos últimos dias, o país também divulgou, por meio da sua agência estatal de notícias (KCNA), grandes manifestações populares apoiando um conflito armado. Entretanto, tais demonstrações de força escondem a pobreza na qual vive uma parcela significativa da população norte-coreana.
    Nos últimos dez anos, de acordo com as estimativas do Departamento de Estado dos EUA, a Coreia do Norte utilizou, em média, 25% do PIB com gastos militares. A organização internacional Global Security (Segurança Global, em tradução livre) divulgou que os norte-coreanos investiram cerca de R$ 80 bilhões, em 2011, somente nas suas Forças Armadas. Diante da falta de informações oficiais sobre o tema, todos esses dados são estimativas produzidas por especialistas pautados por relatórios de inteligência bélica.
    Porém, para sustentar e equipar um corpo militar que representa 5% da população total do país — mais de 1 milhão de soldados — e exibir frequentemente mísseis balísticos de alta tecnologia, tanques, aviões e navios de guerra, não resta dúvida que a Coreia do Norte precisa dedicar boa parte de seus recursos para manter seu arsenal.
    Na contramão do exibicionismo do Exército norte-coreano, a ONU (Organização das Nações Unidas) e outras organizações de direitos humanos acompanham de perto os problemas sociais do país, denunciando insistentemente a pobreza na qual a população local vive.
    Em novembro de 2012, as Nações Unidas divulgaram um relatório alegando que 27,9% das crianças norte-coreanas 

    norte-coreanas sofrem de desnutrição crônica e estão com dificuldades para se desenvolver fisicamente e intelectualmente. O mesmo documento afirmou ainda que 4% delas possuem desnutrição aguda, o que significa que estes meninos e meninas terão problemas pelo resto da vida devido à falta de alimentos na infância.
    Estimativas das organizações internacionais calculam que cerca de 3,5 milhões de norte-coreanos morreram entre 1990 e 2000 em consequência da fome. Durante esse período, a crise humanitária foi tão grave que o país aceitou receber alimentos enviados pela ONU em 1998.
    No início deste ano, a agência de notícias asiáticas Asia Press reportou casos de canibalismo na Coreia do Norte em razão da escassez de comida. A informação chocou a comunidade internacional e foi divulgada pelos principais meios de comunicação. Por este motivo, o notório jornal americano Washington Post publicou uma matéria em fevereiro relatando a miséria generalizada do país.
    A ditadura comunista norte-coreana está entre os governos mais fechados do mundo e seus dados sociais e econômicos são tratados como segredo de Estado. Além disso, os cidadãos do país asiático são fortemente oprimidos e acabam submetidos a situações desumanas silenciosamente, sem que a comunidade internacional tenha conhecimento dos fatos.
    O regime autoritário norte-coreano, hoje comandado por Kim Jong-un, o terceiro membro da família Kim — no poder desde 1953 — a liderar o país, coloca em risco incontáveis vidas ao levar adiante sua postura militarista. As ameaças de guerra contra outras nações, como testemunhado recentemente, denunciam um terrorismo de Estado contra a estabilidade mundial. Estes atos se tornam ainda mais inconsequentes diante dos problemas sociais da Coreia do Norte.
    R7.












    PREPARANDO PARA ATACAR, VERDADE OU MENTIRA?


    Cão que ladra não morde. O velho dito popular explica bem a estratégia política da Coreia do Norte. Apesar da retórica exagerada, o ditador Kim Jong-un não vai lançar um ataque contra Coreia do Sul e Estados Unidos, segundo especialistas ouvidos pelo R7. Mas as ameaças de Kim não são apenas latidos estridentes e teriam dois objetivos: sacramentar seu poder internamente e conseguir comida para aplacar a miséria da população.
    O jovem líder norte-coreano assumiu o país em dezembro de 2011 em meio a uma séria crise alimentar — problema que se arrasta desde a década de 1990, quando milhares de pessoas morreram de fome.
    No país de Kim, dois terços da população de 24 milhões de habitantes correm o risco de falta de alimentos, segundo a ONU. E 28% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica.
    Diante de um cenário que derrubaria qualquer governo no mundo, a resposta do regime comunista de Pyonyang foi subir o tom das ameaças.
    “Esse é o jogo político da Coreia do Norte. Ela está tentando mostrar que é forte”, afirma o especialista em Ásia Argemiro Procópio, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília.
    Esse jogo de palavras do ditador “não vai conseguir levar o mundo a um conflito nuclear”, afirma o especialista em conflitos internacionais e professor da ESPM Heni Ozi Cukier.
    — Acreditar que ele consegue é dar muito poder na mão de uma pessoa só. Ali é questão de sobrevivência. É tudo estratégico.
    O objetivo, então, diz o professor da UnB, seria esconder da comunidade internacional e de sua própria população os graves problemas da nação.
    — Com um inimigo externo, você mobiliza as forças internas.
    Propaganda, a alma do poder
    Essa propaganda de um inimigo de fora é um dos pilares de sustentação do país, afirma Diogo Costa, professor de relações internacionais do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais).
    — São gerações [de norte-coreanos] alimentados com informações por meio da propaganda do governo. É um governo muito mais sustentado pela propaganda do que pela força bélica.
    Mas, além da manutenção do poder, essa estratégia tem outros objetivos, afirmam os especialistas: conseguir da comunidade internacional o fim das sanções econômicas para aplacar a miséria do povo.
    “Só tem um tipo de negociação que se faz com a Coreia do Norte, que é ajudá-la. Ou seja, dar dinheiro, dar comida, dar energia para a Coreia do Norte, em troca de o país ficar quietinho”, diz Costa.
    Para o professor da UnB, essa estratégia militar de Pyongyang se tornou um meio de vida.
    — A Coreia do Norte tem feito esse tipo de ameaças como troca, como barganha. A política do país é essa. [Depois que passar essa fase], daqui uns dois anos volta de novo.
    Os últimos dias foram ricos nesse tipo de propaganda do regime comunista. No fim de semana, a agência de notícias KCNA mostrou imagens do treinamento militar de cães, em que bonecos com o rosto do ministro de Defesa da Coreia do Sul eram atacados por pastores-alemães.
    Enquanto seus objetivos não são alcançados na atual crise, a Coreia do Norte continuará tentando convencer a comunidade internacional de que seus cães mordem, sim.
    * colaboraram Marcella Franco e Marta Santos

    quinta-feira, 15 de novembro de 2012

    sábado, 8 de setembro de 2012

    Próxima parada: campo de concentração

    Quando refugiados norte-coreanos são repatriados, é certo que serão punidos pelo governo. O nível de punição depende se ele ia para a Coreia do Sul ou simplesmente para a China.
    Os que supostamente deixam a Coreia do Norte apenas para sobreviver são enviados para campos de trabalho ou de reeducação. Aqueles que, no entanto, parecem fugir para a Coreia do Sul são presos em campos de prisioneiros políticos. Alguns, não muitos, enfrentam a morte.
    Segundo os refugiados a Agência de Segurança Local categoriza os capturados de acordo com o motivo da fuga deles, e com o tipo de atividades realizavam na China. Há quatro categorias.
    A primeira é das pessoas das quais se suspeita que tenham mantido contato direto com um agente sul-coreano  (do serviço de inteligência ou do departamento de defesa). Esses fugitivos são considerados espiões e, portanto, são executados. Seus familiares são enviados para um campo de prisioneiros políticos. Os que não são parentes imediatos (genro, nora, etc.) devem se divorciar a fim de deixar a família e não sofrer a punição.
    A segunda categoria é formada por quem tem “contatos impuros no exterior”, referindo-se aos fugitivos que tiveram contato com grupos religiosos, organizações de direitos humanos e outros. Tais fugitivos também são enviados para campos de prisioneiros políticos, mas seus familiares não são punidos.
    A terceira categoria é a dos que foram presos tentando ir para a Coreia do Sul. De igual modo, estes são enviados para campos de prisioneiros políticos.
    Tem havido muitos casos de desertores com contatos na Coreia do Sul que escaparam de sofrer uma punição severa. Isso se dá porque eles têm conseguido mentir quanto ao verdadeiro propósito de sua fuga, ou porque têm subornado agentes de segurança.
    Por fim, os da quarta categoria são os suspeitos de atravessado a fronteira por motivos econômicos, ou outras razões “puras”. Estes são enviadas para campos de reeducação. Anteriormente, eles ficavam presos por seis meses, mas em 2009 a sentença passou a ser de um ano para réus primários e de dois anos para os demais.
    A Portas Abertas tem trabalhado com refugiados norte-coreanos enquanto estes ainda se encontram na China. O trabalho consiste em ajuda-los na difícil situação econômica em que se encontram, e também pregar-lhes sobre Cristo. Aproximadamente 50% desses refugiados são presos em suas viagens e recebem um dos destinos mencionados acima. Os colaboradores da Portas Abertas podem ser os únicos cristãos que venham a conhecer e, portanto, uma das raras vezes em que terão contato com o evangelho. Você pode colaborar para a evangelização dos norte-coreanos contribuindo para este projeto.
    fonte. portasabertas.com